Professora de Araçatuba descobre assinatura em ata sem autorização e caso vira registro policial
Publicado em setembro 3, 2026 por Redação 360o
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No decorrer da noite desta última quarta-feira (02/09), uma mulher, cuja a identidade foi preservada, esteve no plantão policial da cidade de Araçatuba (SP), para registrar um boletim de ocorrência, pois sua teria descoberto que sua assinatura foi efetuada em uma reunião sem sua autorização.
A reportagem obteve acesso ao boletim de ocorrência no final da noite desta quinta-feira (03/09) e, de acordo com as informações do boletim de ocorrência, a professora foi até a unidade policial para relatar que é concursada e está em estágio probatório em uma escola da cidade e que, recentemente, tomou conhecimento de que seu nome consta em uma ata de reunião datada de 13/05/2026, sem indicação do horário em que teria ocorrido.
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Ainda de acordo com as informações do boletim de ocorrência, ela disse que a referida reunião teve como objetivo discutir o desenvolvimento físico e psíquico de uma aluna de 7 anos de idade, do período da manhã, bem como analisar a necessidade de disponibilização de acompanhante escolar para auxiliá-la em suas atividades diárias.
A declarante também disse aos policiais no registro do boletim que a estudante possui quadro clínico decorrente de má formação cerebral, com sequelas que ocasionam crises epilépticas recorrentes, comprometendo sua coordenação motora e impactando seu desenvolvimento escolar. Em razão disso, a reunião teria sido realizada para subsidiar a solicitação de um acompanhante escolar.
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ATA
No entanto, conforme o relatado pela professora aos policiais, consta da ata que foram analisados relatórios médicos, classificação clínica da aluna, informações prestadas pela genitora, apresentadas pela direção da escola, além de apontamentos pedagógicos sobre a necessidade de acompanhamento individualizado dentro e fora da sala de aula.
Ainda conforme o relatado pela professora, ao final, a equipe técnica pedagógica teria concluído, de forma unânime, pela necessidade urgente da disponibilização de acompanhante escolar à referida estudante e o documento estava constando ao final do a relação dos participantes, incluindo seu nome foi inserido entre os participantes e que também foi aposta uma assinatura em seu nome, embora não tenha participado da reunião nem autorizado qualquer pessoa a assinar o documento em seu lugar.
Buscou esclarecimentos
Ademais, ao buscar esclarecimentos junto à unidade escolar sobre a situação e sobre como poderia contribuir com o acompanhamento da aluna, foi informada de que já haviam sido adotadas providências para solicitar o acompanhamento escolar junto à administração competente.
Na ocasião, segundo a declarante, a administração teria admitido ter lançado sua assinatura no documento com a finalidade de agilizar o encaminhamento da demanda, apresentando-lhe desculpas pelo ocorrido. Contudo, a declarante informou que, em um primeiro momento, nada questionou formalmente em razão da relevância da causa envolvida e do respeito à hierarquia funcional mas que, posteriormente, ao ter acesso integral ao documento, verificou que as informações técnicas atribuídas à sua pessoa continham inconsistências técnicas relacionadas ao quadro clínico da aluna.
Além do mais, no relatório encaminhado à administração superior, teria sido registrado, em seu nome, que as limitações motoras estariam associadas ao lado esquerdo do corpo da criança, quando, segundo seu conhecimento profissional e observações realizadas em sala de aula, as dificuldades motoras manifestavam-se no lado direito. Diante disso, sentiu-se prejudicada profissionalmente, por entender que informações técnicas incorretas foram atribuídas à sua pessoa sem sua participação ou consentimento, circunstância que, segundo relata, pode comprometer sua credibilidade profissional e gerar interpretação equivocada sobre sua capacidade técnica e desempenho funcional.
Por esse motivo, levou os fatos ao conhecimento da Secretaria Municipal de Educação, sendo orientada a formalizar o registro da ocorrência para resguardar seus direitos e para as providências que entender, ou seja, a reportagem seguirá acompanhando a situação que continua em andamento e, caso necessário, irá atualizar as informações em novas publicações.
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